Congestionamentos irritam.
Em grandes cidades não tem jeito, eu entendo.
É curioso porém, ver os problemas das megápolis se replicando nos microcosmos.
A Abril, por exemplo. Existem diversos horários do rush aqui dentro e, conseqüentemente, muitas filas e esperas.
De manhã, fila para o elevador (são apenas oito para cerca de 2 mil funcionários); no almoço, fila pro bandeijão e aglomeração para achar um lugar para sentar; depois do almoço, congestionamento no banheiro feminino; no fim da tarde, fila na cafeteria.
fica a impressão de que tudo foi planejado para menos pessoas. Mas isso não faz sentido: porque alguém que administra uma comunidade de 2 mil pessoas só acomoda 200 no almoço, se todos almoçam num intervalo de tempo mais ou menos fixo?
O esquema para fugir do sufoco é tentar burlar esses horários de pico. Mas não dá para declarar liberdade de tudo: se eu resolver almoçar às 11h, não desenvolverei relacionamentos aqui, e isso seria bem ruim.
O jeito é ter paciência. E banir o salto alto.
O acidente da TAM sucitou um frenesi nos sites de notícias - como é comum em situações como essa.
Foi nesse contexto que o UOL patinou na hora de ppublicar conteúdo colaborativo: foi divulgada uma foto falsa com uma pessoa je jogando do prédio em chamas. Procurei bastante pela tal fotomontagem, citada no erramos do UOL, mas não encontrei. Imaginei que iria acabar encontrando em algum blog mais tarde, postada por algum internauta ágil. Qual não foi minha surpresa ao, hoje pela manhã, vê-la no blog Ombudsman do UOL (o toque foi dado pelo Gui Felitti).
Lá estava o printscreen da home no momento em que a foto falsa estava em destaque, a fotomontagem em si ampliada e a original. Tereza Rangel, responsável pelo blog, abordou a situação de forma crítica e completa, a meu ver. Publicando trechos de e-mails de leitores e do diretor de notícias do UOL (Rodrigo Flores), Falou sobre os leitores que vêem no apelo ao leitor (“Mande fotos”) uma insensível exploração da desgraça alheia, da seriedade da falta de apuração da fotomontagem e da posição do site ao lidar com o erro.
Sua postura em relação ao jornalismo colaborativo me pareceu um tanto conservadora, assim como a dos leitores cujas mensagens foram citadas (um deles chega a sugerir que o UOL ponha um fim nos canais de conteúdo colaborativo). Mas, como cita o próprio Flores, o debate é bem-vindo.
Na minha opinião, a publicação dessa imagem foi realmente um desastre, ainda mais dada a dimensão da tragédia. Uma brincadeira de muito mau-gosto do internauta (que se identificou no momento do envio como Junior Ferrarye) e um deslize vergonhoso da redação do site, mesmo que seja uma tarefa complicada apurar uma foto amadora (como me explicou Juca Varella, do Fotorepórter/Estadão).
Assumir o erro com uma postura tão sincera, crítica e intolerante como fez Rangel é um exemplo bacana e mostra respeito pelo leitor. O mínimo que poderia ter sido feito.
Home no momento do destaque
Emprego novo. Primeira vez em empresa grande. Muita comemoração, a maior expectativa, e finalmente comecei. Já faz umas três semanas. Devo confessar que não tem sido assim um sonho. Deparei-me com algo novo por aqui: a burocracia. Tudo demora, pra tudo existe um protocolo, tudo se burla. Isso é ruim... Outra coisa: ainda sou nômade. Parece que finalmente encontraram um lugar físico pra mim. Isso tudo é estranho. No começo me incomodou, mas agora vejo diferente: é um desafio. Uma oportunidade de aprender a contornar impedimentos e mostrar a minha garra. É tipo uma estratégia de guerra. Só que muito mais fashion, lógico. :)